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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Aquele sossego que faltava nos meus vinte e poucos anos







Essa semana publiquei um texto que não me recordo de quem no meu Facebook, onde ele falava sobre o motivo da autora estar solteira.
Tive até algumas perguntas fora dali, com questionamentos que já ouço há um tempo, do tipo: “É verdade Hanny, porque você tão bonita, inteligente está solteira?” (me poupe quem não ache, não estou me gabando nem pedindo elogios, só estou comentando porque é o que ouvi).
Daí que comecei de fato a reparar, que ultimamente não tenho tido nem mais interesse em colocar os pés pra fora de casa e até fui questionada por uma amiga do porque não estava mais saindo na noite.
A resposta está sendo sempre a mesma, que ando cansada das mesmas pessoas, das mesmas cantadas, que tenho economizado dinheiro para outros projetos e que tenho preferido à companhia de meu filho, que é quem fica comigo aos fins de semana, uma vez que minha adolescente agora só sai com o namorado, e sim, estou velha.
Será que eu que ando seletiva demais? Ou as pessoas é que andam vazias demais?
Também me questionei isso e aos poucos cheguei a seguinte conclusão: Que a verdade é que acredito ter chegado naquela fase da paz interior onde você não precisa estar com alguém para estar bem consigo mesmo.
Consigo claramente dormir tarde vendo um filme, ou dormir cedo pra descansar, sem pensar que poderia estar na rua me esbaldando em mais uma balada, pra no outro dia encarar uma ressaca e um sono interminável.
Caso saia pra conhecer alguém, coloco na balança em questão de segundos as vantagens e desvantagens de continuar aquele “relacionamento” e pronto, meu coração tá limpo de novo, sem sofrimento, sem aborrecimentos e muito menos arrependimentos.
Aí volto no título do texto, onde digo que encontrei o sossego que tive nos meus vinte e poucos anos, onde eu saía e achava que o primeiro encontro já me garantiria um namoro e possivelmente um casamento, sem contar que pensava que cada vez que meu telefone apitasse, seria o “crush” (novo apelido usado pela minha filha dado a alguém que estamos de affair), me chamando de novo pra sair.
Ficamos parecendo adolescentes bobas com frio na barriga caso ele ligue, e se não liga, deixamos nosso mau humor tomar conta do final de semana inteiro.
E você, já saiu da fase do apego? Se não tem ainda seus trinta e poucos anos, relaxe, sua hora do sossego irá chegar.

Beijos desapegados!!


quinta-feira, 14 de abril de 2016

Mais uma experiência nada mais que ilusória







Você na mesma ilusão que muitas, baixa o aplicativo conhecido como Tinder, na tentativa de encontrar pessoas legais com seu mesmo intuito e "pah", dá de cara com o mesmo do mesmo.

Acha que só pelo fato de estarem no mesmo local que você está, no interesse de encontrar alguém que ainda não deu a “sorte” de encontrar na esquina de casa, e no meio de algumas conversas após trocar número do celular, se vê no mesmo labirinto que esteve em busca pelo amor da vida, ou menos que isso, um companheiro até quando Deus achar que deve.

Calma homens, não me julguem, claro que devem ter suas exceções assim com tudo na vida, porém pela primeira e rápida experiência com o aplicativo vi que nada passa de mais uma conta para administrar e com a obrigação de ser mais cautelosa que nas outras, pois ele não deixa você ter mais que 4 fotos salvas, sua idade, as vezes amigos em comum que possuem em outras redes e fotos do IG caso tenha deixado cadastrado.

E além disso tudo, corre-se o risco inclusive de ser fake como também existe no Facebook e em tantas outras redes de relacionamento, daí lá vai você fazer o trabalho de FBI e investigar amigos em comum, locais que mais gosta de ir, gostos por comidas iguais ou no mínimo similares, onde trabalha, onde estudou ou estuda, ou jogar na cara de pau mesmo a pergunta: “o que faz da vida?!”.

Não sei se é a idade meu povo, mas tenho preguiça de fazer toda essa pesquisa pra no final descobrir que a pessoa ainda fuma (sim, pra mim é primordial que NÃO fume), que mentiu a idade pra conhecer mulher mais velha, que acabou de sair de um relacionamento, nada faz de bom ou útil na vida ou coisas pequenas como usar um simples cinto de segurança.

Pronto, tá armado o julgamento: “Hanny, você anda exigente demais, desse jeito vai acabar sozinha”.

Pois bem, já dizia o velho ditado: “Antes só do que mal acompanhada”.

Sim, eu gosto de homens que tenham o mesmo propósito que eu, que acham que usar um simples cinto de segurança o faz ser mais responsável que muitos, que ser mais direto e ter atitude vale mais que ficar esperando nossas perguntas.

Que fique claro que já passei da idade de querer príncipe do cavalo branco até mesmo porque nunca existiu, mas sim, quero um homem com cara de homem, que tenha perguntas coerentes, que ao invés de te perguntar onde deseja ir, saibam que local gostaríamos de estar, que não saiba só te elogiar e dizer que é linda demais pra estar solteira, que sua conversa é legal, que é engraçada ou coisas do tipo que nos deixam “felizinhas” a princípio, mas depois fica enjoativo e repetitivo.

Que as mulheres estão quase que iguais aos homens, não vou discordar, são muitas que fazem o mesmo papel de impostoras e com isso nos fazendo pagar pelo pato, mas venhamos e convenhamos, é cantada barata demais pra pouca atitude.
Homens queridos vilões dos corações apaixonados, vamos ser mais objetivos, se o intuito de usar o aplicativo é para "pegação", deixe isso no status, já facilita a pesquisa estressante das moças esperançosas.

Como diria a rainha do snap @thaynaraog imitando seus seguidores: “Pra que você tá dizendo tudo isso Hanny?”.

É que hoje resolvi cancelar minha conta do Tinder (só falta lembrar como desativa, sério!, não é desculpa, é que esqueci mesmo) e não mais procurar “sarna pra coçar”, e além disso alertar minhas amigas uai, vai que ainda vão precisar cair no golpe do aplicativo "bonzinho" que "aproxima" pessoas.haha

Quando Deus achar que sou merecedora de ter alguém INCRÍVEL, ele mande sem avisar e que seja isso a maior surpresa da vida.

Beijos  de luz!!






quarta-feira, 16 de março de 2016

Porque sou feliz sem cartão de crédito








Para alguns sou uma louca, sendo mulher, mais ainda em dizer que sou feliz em não possuir aquele cartãozinho magnético de várias cores e até formatos.

Mas sim, hoje depois de alguns anos não sinto falta de tê-lo em minhas bolsas e carteiras, apenas acostumei com a ideia de que se não tenho dinheiro, não tenho porque e como comprar.

E como aprendi isso? Simples (mentira, não foi tão fácil assim), da noite pro dia me vi lotada de boletos pra pagar, pois eu tive a infeliz ideia de ter créditos não só nas empresas de créditos, mas também de ter crediário em tudo quanto é loja de magazine, barzinho da faculdade, ou até qualquer boteco que aceitasse pagar no final do mês, e num ato de revolta, saí cancelando tudo até que terminasse de pagar centavo por centavo e não pudesse comprar mais.

É claro também que passei por alguns momentos onde pensava: “Que coisa, se eu não tivesse cancelado a droga do cartão poderia comprar isso em mais vezes”, mas esses pensamentos não duraram muito tempo, logo fui me acostumando em andar no Shopping só pra fazer coisas evidentes e necessárias, como por exemplo: levar filho no cinema, comprar um presente (à vista, claro) para um aniversariante qualquer (mentira, tinha que ser muito especial pra ganhar tal presente), pagar contas na lotérica, como boleto de faculdade que não tem como cancelar (antes tivesse porque olha...), ou até mesmo pra trabalhar.

Quando parava pra pensar o quanto aquilo estava me fazendo bem, mais ainda eu tinha certeza que aquela atitude minha repentina, não tinha sido tão ruim assim.

Hoje olhando pra trás vejo que se tivesse feito isso há mais tempo, talvez até teriam coisas que hoje com muito esforço estou na luta para conseguir, como meu carro, que só agora com meus 35 anos estou tendo a oportunidade de ter (velho, usado, mas meu).

Depois de alguns anos sem consumir nessas lojas de departamentos, em 2015 voltei a comprar aos poucos, e não é de ver que eu ao comprar um simples vestido, eu tinha O sentimento de culpa?!

Quem diria, ao invés de sentir prazer como muitas mulheres, eu me sentia culpada por ter gasto com algo que nem sabia se iria usar, e olha que ultimamente também aprendi a comprar coisas que de fato naquele momento me serão úteis, mas era inevitável esse sentimento e ainda é.

Bom, em resumo posso dizer que a princípio essa abstinência de ter os cartõezinhos milagrosos não tem me feito taaaanta falta assim, mas recomendo à vocês caso queiram fazer a experiência.
Uma coisa é certa, mal não fará.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Uma bicicleta e uma meta.






Hoje conversando com um colega de trabalho sobre a compra de sua bicicleta, me veio na memória uma história de minha infância.

Por volta dos meus 12 pra 13 anos eu achava que ter bicicleta era como eu hoje ter um carro, algo difícil de conquistar, mas nada impossível.

E foi onde parei pra pensar que foi nessa época em que aprendi e comecei a encarar todo desafio como uma meta.

E que meta foi essa? 
Parece pequena, mas acredito que tenha sido através dela que hoje me vejo empenhada em conquistar um pequeno ou um grande sonho na mesma proporção.

Como lá no começo do texto eu disse, eu tinha um sonho como toda criança de ter uma bicicleta, e a minha escolhida era a Ceci Brisa rosa Aro 20, aquela com cestinha na frente e florezinhas desenhadas no quadro da mesma.

Minha mãe que já fazia seus mil e um esforços para agradar os filhos, resolveu me dar de Natal a tão sonhada bicicleta rosa, mas para isso eu teria um custo alto durante o ano todo, tirar nota suficientemente boa para ganhar o prêmio.

Na época eu estudava numa escola de freiras, onde tudo começando pelo uniforme era rígido e difícil de encarar.

E a pessoa aqui que já nasceu contrariada com a existência da palavra MATEMÁTICA, viu aquilo como um desafio grande demais para conseguir tal prêmio, mas, como meu sonho era maior que qualquer obstáculo, fiz das tripas o coração para que quando o “Papai Noel” chegasse eu pudesse sair pedalando pelo bairro afora.

Com essa idade eu já não acreditava mais em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa, então minha mãe pôde antecipar a compra dessa bicicleta e pra alegria ou não da criança aqui, ela resolveu montar a “danada” exatamente no meu quarto, de frente para minha cama, para que eu pudesse todos os dias dormir pensando que eu só teria de fato o prazer de dizer que era minha, caso eu trouxesse as notas como minha ela tanto queria.

Estava projetado ali o sofrimento do ano, dormir e acordar sentindo aquele cheiro de bicicleta e pneus novos, sem poder pedalar ou sequer tirar o plástico da cestinha.

Ali eu sentava todos os dias e ficava me imaginando tirando ela do meu quarto a primeira vez, marcando meus inúmeros piqueniques com minhas amiguinhas e junto disso, eu pensava o quão seria difícil encarar a #@$ da matemática.

Mas, como brasileira que sou, não desisti, procurei sair menos pra ir ao banheiro em sala de aula, procurei sentar mais próxima da professora e até voltar mais cedo do recreio (sim, na minha época não era intervalo, era merendar no recreio mesmo que se falava).

E foi chegado o bendito final de ano, e eu pela primeira vez trouxe uma nota “melhorzinha” (que meus filhos não me leiam) que dos outros anos pra minha mãe.

Recordando da melhor sensação que foi poder tirar minha Ceci do quarto e sair pedalando pelo meu humilde bairro lá em Barra do Garças (MT), analiso hoje a garra que tenho quando sou imposta a alguma meta, inclusive as que tenho vivenciado nos últimos anos.

Faço a comparação do papel colado (bicicleta) na porta do meu armário, onde todos os dias posso imaginar ali cada sonho sendo realizado através do meu esforço (nota boa em matemática), até vê-lo concretizado.


Moral da história: Se você tem um sonho, imagine-o, coloque o quão mais próximo de sua visão e lute todos os dias para que seja o mais rápido realizado.


Agradecimento: A minha mãe, a aniversariante do dia de amanhã, que me ensinou que é com esforço, garra e determinação que se consegue aquilo que quer.

P.S: Agradeço também ao meu colega de formação Maurity Cazarotti (Autor do Blog RP e PP) que me ajudou a lembrar a senha desse pseudo blog para que dividisse com vocês essa história.






quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Depois de 5 anos




Desde o primeiro dia em que escolhi o curso de Relações Públicas, eu sabia que não agradaria aos olhos de minha mãe e muito menos agradaria "meu bolso" com ótimos salários, carro do ano ou viagens turísticas semestrais, porém, sabia que aquilo tinha tudo a ver comigo.
Relacionar, relacionar e relacionar...sim, tinha muito a ver comigo.
Mas o que eu não imaginava de fato, era que as pessoas pensariam que eu era apenas uma divulgadora de festas (promoter), ou que eu serviria apenas pra fazer "reuniõezinhas", "cafézinhos", "festinhas" ou no máximo um Happy Hour;
Também não imaginava que quando eu falasse que trabalhava com mídias sociais teria que ouvir: "Ah, isso é fácil, é só escolher uma foto legal no Google, frases emotivas e impactantes e pronto, isso até minha irmã mais nova faz";
Não imaginava que as pessoas achariam que a vida "Bohemia" de estar em festas era super simples e pra isso eu nem precisaria cobrar, afinal estava me "divertindo";
Não imaginava que eu chegaria após 5 anos e ouviria: "Mas RP faz o que mesmo?";
Confesso já ter vivido tudo isso e mais um pouco, desde pequenas a grandes festas, desde redes sociais de pequenas empresas como de um forte nome político, desde um restaurante de cultura japonesa a outro intercontinental, e sem contar os famosos bicos como assessoria de imprensa, sim, porque para alguns o assessor de imprensa tem mais força que um RP, não que não seja, mas porque cada um tem sua função SIM.
Mediante o texto do link do querido Guilherme Alf  (abaixo) que já tive o prazer de conhecer pessoalmente no último Congresso Internacional de Relações Públicas (Salvador - BA), posso dizer que HOJE estou na zona dos que perderam a esperança, calma, não iria falar tão bem daquilo que escolhi como profissão para hoje mudar de ideia, mas eu disse hoje, amanhã não sei o que o futuro me reserva. 
Tive sim que sair da área pra abrir novos horizontes, um dos motivos? Vou esquecer a falta de remuneração da classe e as oportunidades do mercado e vou citar apenas então a crise econômica que o Brasil está vivendo, não tive outra alternativa.
Apesar de que não deixei de me relacionar, afinal um bom vendedor só vende se for um bom mediador, se for um bom articulador, se for um bom comunicador.
Graças a DEUS sendo RP ou não, me comunicar eu sempre soube, sempre gostei e acredito que nunca vou deixar de me simpatizar pelo olho no olho.
Mas depois disso tudo ainda posso dizer que mesmo sabendo que a profissão de Relações Públicas já tem seus exatos 100 anos, e poucos sabem disso, tenho orgulho em dizer que sou uma RP em busca do aprendizado, do relacionamento cada dia mais digital mas com muito sentimento envolvido, afinal poucos também sabem, mas grande parte das ações mais vistas na internet e que mexem com a cabeça e psicológico das pessoas, tem dedos de muitos bons RPs de uma determinada empresa.
Torço muito para que esse cenário mude e apesar de HOJE ficar aqui assistindo muitos amigos meus fazendo o que deveria eu estar fazendo, não se assuste se amanhã ou depois eu me juntar novamente a eles, mas é que também como RP tenho esse espírito de garra e determinação.

Uma vez golfinho, pra sempre golfinho.
Uma vez RP, pra sempre RP.

Hanny Angele, Relações Públicas.



Sobre o link citado acima: https://medium.com/@publi/rela%C3%A7%C3%B5es-p%C3%BAblicas-existe-h%C3%A1-100-anos-no-brasil-e-quase-ningu%C3%A9m-sabe-o-que-a-gente-faz-fb2435b812f6 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Amor ou química?!



Não sei por que cargas d’água é preciso estar acompanhada (o) pra estar bem ?! Não sei de onde tiraram que é necessário manter o status pra sociedade de que ter um compromisso temos automaticamente uma melhor aceitação de todos?!
Sinceramente, tenho minhas dúvidas de que todas essas pessoas que tenham “alguém”, sejam de fato tão felizes assim como pincelam ser, claro, tirando a exceção dos que realmente vivem algo verdadeiro e sólido.
Acredito que seja possível ser feliz ao lado de alguém sim, seria hipocrisia da minha parte se dissesse que não é agradável ter um companheiro ou coisa do tipo.
Mas venhamos e convenhamos, o príncipe encantado e o mundo cor de rosa que desenhamos quando adolescentes e até um pouco mais que isso, não compete mais após seus 30 anos.
Eu acredito sim no companheirismo, na compreensão e no respeito mútuo.
E vou ser um pouco mais detalhista e quem sabe romântica: acredito também naquela vontade de ver um filme juntos, comer a luz de velas (de vez em quando), andar de mãozinhas dadas no Shopping, fazer uma viagem romântica e blá, blá, blá.
Algo além disso é química, onde os beijos falam por si, e é aí que está o desfecho de tudo isso, para que isso fique intenso e perdure, é necessário essa danada "combustão", que nem sempre acontece.
E eu hoje na minha real conjuntura, me perdoem os apaixonados se estiver errada, acho que o que tinha pra se amar, já foi amado (no meu caso me refiro), após isso ou tem química ou não tem química.
Daí que quando você passa a enxergar dessa maneira, as pessoas te acham frias, diretas e objetivas demais, é o momento que agimos com a razão e deixamos a emoção de lado.
E o engraçado é que quando conseguimos chegar onde um dia tanto procurávamos estar, bem consigo mesma (o), acabamos errados na história ou coisa do tipo.
Se querer paz pro coração, ter tempo pra ficar consigo mesma (o), tempo pra ler um livro, cuidar do cabelo, unha que seja, for pecado, na boa, prefiro morrer pecando.


E pra finalizar, até que as borboletas voltem a percorrer meu pseudo estômago ( sim, eu não o tenho), vou vivendo um dia de cada vez, e focando em alguns projetos inacabados.


Fui clara?!

Beso no core!!